Povo!

Se você está aqui, compreenda que abri meu coraçao para os leitores, mas fechei minha mente para pessoas que vieram apenas encomodar ;D

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Histórias da Morte

Esse sonho é como a dança da morte, todos dançam, todos cansam! Oh, só ouvir, só fluir, sim, quero estar, quero ouvir, dancem! Rodem, girem e gritem, caiam e levantem! Esta noite, dançando e brincando de morrer.
Toda manha acordo cansada, festas escuras assombram minhas noites, sempre sonho com um homem, vestido de preto, com um olhar arrepiante com a cor de vinho tinto.
Minha irmã conhece esse homem, participa das festas dos meus sonhos e aquece minha alma, minha irmã, metade de mim, mesmo rosto, mesmos sonhos.
E nossa vida flui como um piano, com melodias tristes e profundas que faz pessoas chorar.
Meu nome é Brenda, irei contar nossa historia, nossa morte...

Capitulo 1

Pensamentos de Brenda
Sempre o habitual pensamento de “amanha tem aula” estraga a magia de um domingo qualquer... – E querendo ou não isso era verdade, horas, as pessoas tinham a mania de discordar de mim mesmo que eu fale que tenho uma irmã gêmea, mesmo ela estando do meu lado...
Mesmo assim eu gosto de domingos sabe Bree, todo domingo eu renovo a expectativa que algo vai ser diferente segunda... – Minha irmã Flor sempre foi a positiva da família, sempre achando que algo novo cairia do céu direto nos seus braços.
Eu entendo, mas ainda sim me cansa só o simples fato de acordar cedo Flor... – Eu negativa, Flor positiva, típico de irmãs.
Mas eu vou dormir cara, eu to muito podre hoje, o Dih me obrigo a jogar vôlei, e você sabe como eu não nasci para esportes. – Eu estava morta, cansada e suada, um banho e uma cama estavam me esperando!
Mas é tão cedo... e eu vou ficar aqui sozinha... poxa... – Odeio o relógio biológico da Flor...
Pensamentos de Flor
Comecei a ler, já que meus pais estavam na sala assistindo Fantástico, o jeito era ler, e a paz de estar sozinha é rara aqui em casa.
Percebi que cada letra que passava pelos meus olhos eram letras dignas de lagrimas de sangue, triste poemas sobre anjos caídos que não encontraram rumo nenhum.
Esses anjos caídos, anjos da morte são os mesmos anjos da dor e do prazer, proporcionam riquezas e alegrias artificiais que um dia vão decair e te fazer sofrer, mas meu corpo pesado pedia o escuro e quente quarto, e mais um dia estava por vir.
Todo dia, toda manha, mesmo horário sempre, em pé eu e ela nos arrumávamos para a aula, todo dia, toda hora pensando sempre no amanha, que tardia, sempre vinha, mas não trazia nada de novo. Mas num simples assombro a vida mudaria, como no dia em que a verdade nasceu.
- Brenda, vamos voltar pela outra rua, olha, lá está escuro demais
- Mas essa aqui é mais rápido, já ta noite, já vejo nossa mãe com aquela cara de dragão mau amado querendo das sermões.
- Mas eu ainda prefiro aquele, prefiro nossa mãe brigando, do que ser assaltada ou até mesmo estuprada sabe.
- Agente corre.
E pela rua sombria, essa rua mudou minha vida.
- Flor, por favor não se mecha, nem fale nada.
- O que? Por que? Por que está sussurrando?
De repente entendi o porque, quando olhei na direção que a Brenda estava olhando notei dois homens, perto de um carro antigo, parados, não dava para ver quase nada, mas apenas que eram homens, que provavelmente olhavam para nós.
- Brenda... por favor, vamos voltar, vamos.
- Me solta irmã, eles podem apenas estar conversando, ou morar por aqui, vamos passar com calma, venha.
Quando percebi, mina irmã já estava caminhando, e eu fui atrás, meio andando meio correndo, e cada vez mais perto deles, meu coração mandava eu sair de perto, correr. Vi também, pela expressão da Bre, que ela pensava o mesmo, mas orgulhosa ela me guiava.
Quando enfim passamos por eles, pensei que iria me acalmar, pelo contrario, minhas pernas queriam correr, mas meu corpo pesava que até comecei a andar mais lento.
- Flor
- Que?
- Eles tão seguindo agente... vamos correr, venha!
Quanto mais, mais eles ficavam para atrás, até o ponto que não se via nem eles nem o carro, nem nada, corríamos rápido a descida que havia naquela rua, e perto de casa, paramos de correr, a poucas quadras de nossa casa, passávamos em frente a um velho cemitério, que fechava as 18:00 em ponto, já era quase 20:00 e os portões estavam aberto, como se estivesse esperando uma alma solitária voltar para a eternidade, como uma de nós sempre tem que ter uma idéia idiota, resolvemos cortar caminho pelo velho cemitério, queríamos chegar rápido em casa com desculpas para não levar bronca.
Mas quanto mais andávamos, mais cansado e pesado o corpo ficava, como se nós tivéssemos feito uma corrida olímpica, e eu não agüentado, deixei um choro escapar, não queria fazer minha irmã se sentir culpada, mas as lagrimas teimosas saiam sem permissão, e minha irmã chorou comigo, o medo, o cansaço e o frio invadiam nossos corpos, até que caímos, e nos resta esperar a energia voltar.
- Minha culpa, minha culpa.
Brenda chorava e se batia, e eu segurava e pedia para ela parar, e ela parou, mas parou por que escutamos um barulho, parecia uma risada triste, forçada...
Quem sabe foi um lamento disfarçado de risada, que gelou até o corpo mas quente, que não era nosso caso, mas para a situação piorar mais um pouco, aquela terrível visão de minutos atrás, aqueles homens não, não agora... mas eram definitivamente eles mesmos, o brilho fraco da lua nos ajudou a enxergar, não com clareza, mas com um pouco mais de luz, o rosto daquelas pessoas, e eles eram lindos, como se fossem moldados por Deus, são tão lindos quanto qualquer um que já cruzou nosso caminho, lindos, mais lindos que qualquer um que já participou de concursos de beleza, e era uma beleza exótica, diferente, dominante.
Petrificadas, sem poder e nem para onde correr, nos restou chorar baixinho esperando o pior, e eles viam o nosso medo, e pareciam não estar gostando da situação, mas eles vieram, chegaram perto, se abaixaram e abraçaram em um grande aperto, como se eu e minha irmã dependêssemos disso para continuar a vida.
E realmente precisamos.
E tudo se esvaiu rápido, até encontrarmos a escuridão profunda de um sono, sem sonhos, até o amanhecer...
Pensamentos de Brenda.
Meus olhos pesados brigavam com a razão, que insistentemente mandava-os abrir para o novo dia, para a luz, meu corpo doía como se eu apanhasse da gangue daquelas meninas que não gostam de mim, que são uns monstros grandes e feios, mas alguma coisa estava faltando, uma parte do dia anterior faltava, e eu não conseguia lembrar o que fiz ontem a noite, minha irmã já estava no banho, até que eu notei um pouco de sangue no travesseiro, um pouco no lençol, e foi ai que notei uma dormência no pescoço, me assustei quando passei a mão e notei uns cortes, até pareciam estar cicatrizados, mas não poderia, o sangue na cama era recente. e no espelho pude ver a marca estranha, a letra B... e sangue tinha na cama de Flor também...

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